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quinta-feira, 7 de abril de 2022

HISTÓRIAS DAS RELIGIÕES

 HISTÓRIAS DAS RELIGIÕES – A RELIGIÃO DOS POVOS PRIMITIVOS 

A religião está na base da vida de cada um povo; as relações sociais entre os homens e lhes consagra os momentos da existência. O fenômeno religioso possui uma psicológica única, determinada por aquele sentido ou sentimento que impele todo ser pensante a estabelecer uma relação intima com um espirito superior, a divindade, da qual reconhece o domínio e com a qual ama sentir-se unido.

Submetendo-se, por instintiva sujeição, as leis do Ser supremo, o homem procura estabelecer com ele as melhores relações e procura, por meio de preces, promessas e sacrifícios, esconjurar-lhe a cólera e obter-lhe a proteção.

Todavia, se o senso ou sentimento é fenômeno humano e social comum a todos os povos da terra, os modos de imaginar a divindade, os ritos e as práticas individuais para propicia-las, foram e são diferentes entre civilização e civilização, entre povo e povo.

 O ESTUDO DAS RELIGIÕES E AS VÁRIAS ESCOLAS

Em busca das origens da fé e de suas várias manifestações, pretende o Estudo das Religiões pesquisar, como sempre o fez em todos os tempos, com o maior interesse. Poder-se-ia até dizer que tal pesquisa segue o processo geral do pensamento humano, mesmo se associando a outros estudos e completando-se com eles.

Entre os historiadores da antiguidade, que se ocuparam com a religião dos povos, deve-se citar Herôdoto (séc V, a.C.) que descreve estranhos cultos praticados em longínquos países, assimilados, como afirmaria mais t6arde Plutarco, pelo mundo greco-romano.

Outro historiador notável é Agostinho ou Santo Agostinho que, em “De Civitate Dei”, ao defender a verdade cristã, examina, embora brevemente, as demais religiões. Com a Renascença e com as grandes descobertas geográficas, aumentou a curiosidade de estudar ouras diferentes religiões e suas manifestações religiosas, também em relação as populações cuja existência recentemente se conhecera. Todavia, um verdadeiro e próprio estudo das religiões cientificamente aprofundado, teve início somente no início do século XIX, que viu a vitória da pesquisa cientifica em todos os campos do saber humano.

 No oitocentos, graças às pesquisas e aos documentos fornecidos por filósofos, teólogos, historiadores, arqueólogos e etnólogos, foi finalmente possível, com um processo ordenado e sistemático, reconstruir o desenvolvimento dos fenômenos religiosos. No intuito de integrar tais pesquisas, os estudantes dirigiram sua atenção para aquilo que os missionários e os exploradores vinham relatando sobre os costumes dos povos selvagens com quem estiveram em contacto, considerando que este poderiam ser os continuadores de concepções pré-históricas ainda existentes.

Em uma época distante de nós talvez milhares de séculos, os homens, impressionados por imanes fenômenos da natureza, conheceram, por inata disposição mental, a existência de um Ser supremo, dominador do céu e da terra. Esse instintivo censo do divino guio-lhes o espirito para a piedade religiosa e para a concepção do bem e do mal”. 

“A prova que o senso de divindade é inerente a cada individuo no-la fornecem os selvagens, que vive nos mais remotos recantos da terra, desde o Yamanas, habitantes da Terra do Fogo a região mais meridional do globo, às mais nórdicas populações do Ártico. Os Yamanas invocam o Ser supremo chamando-o Watauinewa e Hitapuan, nomes que significam “Pai, meu pai, pai meu”

Surgiram, assim, várias escolas e teorias, cada uma delas procurando explicar a seu próprio modo as origens das religiões. Para citarmos somente as mais importantes, mencionaremos a Escola Filológica, assim denominada porque seus representantes se restringiam a documentação literária (e por isso muito avançada em confronto aos primitivos), relativo aa às religiões indo-europeias; segundo o maior expoente desta escola, Muller, o sentimento religioso teria despertado no homem sob a impressão do sentidos dos fenômenos da natureza; a religião teria sido percebida, ao início, de maneira vaga, sem uma precisa concepção de divindade (Enoteísmo) e somente sucessivamente as passaria a concepção de um Ser supremo de ilimitado poder (Monoteísmo) ou de varias potencias (Politeísmo) com florilégios mitológicos.

Mas a teoria aguentou muito parcialmente a crítica porque, se podia ser considerada válida para os povos indo-europeus de cultura mais adiantada, não se poderia aplica-las as populações inferiores e primitiva do mundo todo. Em meados do sec. 19, sob a influencia do Evolucionismo materialista (teoria defendida por cientistas como Darwin e von Naegeli) surgiu a Escola Antropológica, que sitiou as religiões na base das observações sobre selvagens viventes.

Segundo teorias expressas por essa escola, algumas práticas religiosas em uso entre os selvagens encontram-se ainda hoje entre povos que alcançaram alto grau de civilização. Isso significaria que religiões superiores teriam superiores teriam evoluído após passares por um estágio inferior de que as citadas sobrevivências seriam a prova.

Em nítido contraste com a Escola Antropológica está à Escola Histórica, a qual não admite pressupostos nem conclusões teóricas, mas exigem que os estudiosos enfrentem a pesquisa baseando-se exclusivamente na realidade histórica dos documentos e sigam um processo lógico, despido de preceitos. O mérito dessa escola é ter trazido à luz o fato de que também entre populações viventes, em um estado ínfimo de civilização, se encontram concepções religiosas puras e elevadas.

Outra contribuição ao estudo geral das religiões foi dada pela Escola Sociológica, a qual pôs em relevo a influência que a sociedade religiosa exerce no indivíduo e reconheceu a tendencia de toda religião em organizar-se em comunidade (ou seja, em igreja). Foi, ao invés, segundo a qual a religião não seria mais do que um fenômeno social e, o “senso da divindade”, uma necessidade das massas e não do indivíduo.

 

COMO SE DISTINGUEM AS RELIGIÕES DO MUNDO (Caracteres comuns)

Quem queria traçar um quadro das religiões do passado e do presente deve, antes de tudo, classifica-las em duas (2) categorias:

Religiões inferiores, entendendo-se por “inferiores” aquela mais pobres de conteúdo espiritual, caracterizadas pelos seus ritos rudes e superstições, e religiões superiores, inspiradas em conceitos morais e sustentadas por elevados princípios dogmáticos.

Outra diferença de capital importância é aquela que diz respeito à concepção do Ser divino, pelo qual se distingue as religiões monoteístas daquelas politeístas. No Monoteísmo, realmente, a divindade não só como uma, mas como exclusiva. Somente de seu poder, que é ilimitada, depende a origem do mundo e de sua existência; somente dela se aguarda o juízo final para todas as obras terrenas. Diferente é a Monoteísta, que, mesmo admitindo várias divindades, dirige o culto a fé. Mas uma concepção não exclui necessariamente a outra e até se encontram, geralmente, associadas sem contraste algum.

Entretanto, na base de qualquer forma de culto, subsistem alguns elementos comuns, que se encontram seja nas religiões do passado seja naquelas do presente e nas religiões inferiores bem como naquelas superiores:

1)      A concepção de uma ou mais divindades, superiores e independentes de qualquer forma humana;

2)      O conceito de sagrado, pelo qual a divindade é respeitada e venerada. A ela se deve completa submissão e com ela se deve completa submissão e com ela é possível comunicar-se espiritualmente;

3)      A função religiosa, pela qual se adora e se propicia a divindade;

4)      O oficio de um sacerdote, que superintende ao culto e ao qual e confiada a custodia e transmissão da fé;

5)      O sacrifício, que pode ser material ou espiritual (espiritual), e que é efetuado tanto para expiar os pecados como para impetrar graças;

6)      O lugar sagrado, ligado ao culto, que pode encontrar-se tanto ao ar livre como em local fechado (templo).


Fonte de pesquisas: Encliclopédia Ilustrada Trópico, vol. 8 pag 1369 doc 403. De acordo com a lei 9.610/98, 19/02/1998. Seu conteúdo traz lista das obras protegidas a criação e direitos autorais, ou também se trata sobre o tema como o Decreto Nº 9.574/18