Presidente Prudente -Igreja Evangelica de Missões on-line
Por - Pregação Valdeci Fidelis![]() |
| Valdeci Fidelis |
O Capítulo 9:1-23. 1º Coríntios é um dos textos mais fascinantes e práticos do Apóstolo Paulo sobre liderança, direitos e, acima de tudo, abnegação pelo Evangelho.
O que ele está descrevendo é o ápice da empatia cultural e estratégica.
Para entender o que ele quis dizer, pense em um tradutor. Um bom tradutor não muda a mensagem original, mas escolhe as palavras que o público local consegue entender melhor. Paulo fazia exatamente isso com o Evangelho.
Veja como ele mesmo quebra essa ideia nos versículos 20 a 22:
A estratégia na prática:
Para os judeus, fez-se como judeu (v. 20): Quando estava com os judeus, Paulo respeitava os costumes deles, as leis de alimentação e as tradições religiosas. Ele fazia isso para que os judeus não rejeitassem a Jesus por causa de barreiras culturais bobas.
Para os sem lei (gentios/não-judeus), fez-se como sem lei (v. 21): Quando estava com os gregos e romanos, ele não ficava exigindo que eles seguissem as regras culturais judaicas. Ele pregava usando a linguagem e a filosofia deles (como fez em Atenas). Mas ele faz questão de lembrar: não que estivesse sem a lei de Deus, pois sua conduta ainda era guiada pelo amor de Cristo.
Para os fracos, fez-se fraco (v. 22): Com aquelas pessoas que tinham a consciência muito sensível ou cheia de escrúpulos sobre o que podiam ou não fazer, ele não chegava impondo sua liberdade espiritual de forma arrogante. Ele se limitava por amor a eles.
O objetivo final.
O próprio Paulo revela o seu único motivo no versículo 22 e 23:
"...para por todos os meios salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele."
1. Em resumo, "fazer-se tudo para todos" significa abrir mão do próprio conforto, dos próprios privilégios e das preferências pessoais para construir uma ponte até o outro.
Se para alcançar uma pessoa ele precisasse comer comida judaica, ele comia. Se precisasse sentar com os gregos e falar de poesia, ele falava. O foco de Paulo nunca estava em si mesmo ou em seus direitos, mas em remover qualquer obstáculo que pudesse impedir alguém de ouvir e entender a mensagem de Jesus.


