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domingo, 3 de maio de 2026

PERFIL ECLESIASTICO CCB

 

O perfil eclesiástico da CCB

Bublisher: Valdeci Fidelis
Por Natanael Rinaldi

Em continuação à primeira matéria desenvolvida sobre a CCB, prosseguimos nossa exposição abordando alguns aspectos que nos permitem melhorar nossa concepção sobre o perfil dessa denominação evangélica. A primeira parte do texto que segue tem caráter meramente enciclopédico, é de domínio público, e usufrui da anuência dos membros da CCB. A segunda, desenvolvida pelo apologista Natanael Rinaldi, aprofunda-se um pouco mais no exclusivismo comentado na edição anterior e nos prepara para iniciarmos as reflexões bíblicas mais controversas sobre a CCB nas próximas edições.


A liturgia da CCB


O culto da CCB segue uma ordem preestabelecida, mas sem uma liturgia fixa, assim, os pedidos de hinos, orações, testemunhos e pregação da Bíblia são feitos de forma espontânea, baseados na inspiração do Espírito Santo. Os serviços são solenes, com uma atmosfera formal; desse modo, evitam-se manifestações individualizantes, mas preza-se a participação coletiva.


Há uma série de práticas no culto, como, por exemplo, o uso do véu pelas mulheres; a prática do ósculo santo na saudação entre irmãos e irmãs; assento separado nas igrejas entre homens e mulheres; as orações são feitas de joelhos; podem haver até três orações no início do serviço e apenas uma no final, como agradecimento; também são permitidas até três pregações no mesmo culto, todavia, por tradição, decidiu-se que uma única pregação é suficiente, evitando-se, assim, que uma pregação se sobreponha à outra.

O padrão de realização do Culto é igual em quaisquer de seus templos.


A hierarquização da CCB


Segundo os estatutos da CCB, suas atividades são conduzidas por um ministério organizado, servindo sem expectativas de receber salários , distribuído segundo as necessidades de cada localidade, constituído por anciãos, cooperadores do ofício ministerial e diáconos. Somente os anciãos e diáconos são ministros ordenados.

Para todos os cargos de ministério, auxiliares de jovens e menores, músicos oficializados, encarregados de orquestras e administradores, as pessoas devem ser batizadas conforme a doutrina seguida pela Congregação Cristã no Brasil.

Vejamos, a seguir, as funções desempenhadas na CCB:


Ancião

Responsável pelo atendimento da obra, realização de batismos, santas ceias, ordenação de novos obreiros (anciãos e diáconos), apresentação de cooperadores do ofício ministerial e cooperadores de jovens e menores, atendimento às reuniões para mocidade, encarregado de conferir ensinamentos à igreja, cuidar dos interesses espirituais e do bem-estar da igreja, entre outras funções.


Diácono

Responsável pelo atendimento assistencial e material à igreja. É auxiliado por irmãs obreiras chamadas de "irmãs da obra da piedade". Assim como o ancião, atende a diversas congregações de sua região.


Cooperador do ofício ministerial

Responsável pela cooperação nos ensinamentos e presidência dos cultos oficiais e das reuniões de jovens e menores em determinada localidade (desde que não haja um cooperador de jovens e menores responsável pelo atendimento dessa localidade), não podendo realizar batismos, Santa Ceia, reuniões para mocidade, ordenações, entre outras coisas que só cabem ao ancião ou ao diácono.


Cooperador de jovens e menores

Responsável por atender às reuniões de jovens e menores de sua comum congregação.


Músico

Membro habilitado que, depois de passar por testes musicais, é oficializado para tocar nos cultos e demais serviços.


Encarregado de orquestra

Músico oficializado, designado para coordenar o ensino musical aos interessados e organizar ensaios musicais da orquestra da congregação.


Examinadoras

São organistas mulheres, oficializadas, designadas para avaliar outras organistas aprendizes no processo de oficialização.


Auxiliar de jovens e menores

São jovens, rapazes ou moças solteiros, designados para preparar e organizar os recitativos das reuniões de jovens e menores individuais ou em grupo e cuidar da ordem e da organização durante a reunião.


A administração da CCB


Existe um ministério material, constituído por presidente, tesoureiro, secretário, auxiliares da administração, conselho fiscal e conselho fiscal suplente. Os administradores são eleitos a cada três anos e o conselho fiscal, anualmente, durante a Assembléia Geral Ordinária. É permitida a recondução ao cargo.

Para construções de templos, utilizam-se, na maioria dos casos, de voluntariado mobilizado em esquema de mutirão. Para outros serviços das igrejas, como portaria, limpeza, som, fundo bíblico sem fins lucrativos, entre outros, também são escolhidos, entre os membros, voluntários que não possuem expectativa de receber salário.


 



A orquestra da CCB: 

 A CCB possui uma orquestra de música sacra muito valorizada. E provê aos fiéis escolas musicais gratuitas e ensaios musicais em suas dependências. Atualmente, o órgão é o único instrumento permitido às mulheres, sendo possível aos homens a execução de mais de vinte outros tipos de instrumentos. O hinário intitulado de Hinos de louvores e súplicas a Deus. Possui muitas meleodias de autores-americanos, com algumas poesias traduzidas e semitraduzidas do inglês e do Italiano. São 450 e, entre eles há especiais para batismos, santas ceias, funerais, e

cinqüenta peças para as reuniões de jovens e menores e sete coros.Esse hinário é motivo de orgulho para muitos membros que defendemsem conhecimento, que todas suas melodias são inéditas, originais e, conseqüentemente, superiores louvores dos hinários oficiais de outras denominações, como,por exemplo, a Harpa Cristã assembleiana e o CantorCristão batistário da CCB

  A Congregação Cristã não produz gravações de seus hinos, 
e muito menos as autoriza.A política na CCB

A CCB é uma organização religiosa apolítica, crendo na separação total entre Estado e religião. Não mantém ligação, nem se manifesta de forma alguma em relação a causas ou partidos políticos, candidatos a cargos públicos, ou qualquer outra instituição ou organização, governamental ou não. Se algum membro de seu corpo ministerial aceitar cargos políticos, deverá renunciar ao seu cargo congregacional. Seus membros são doutrinados a não votarem em candidatos que neguem a existência de Deus e a sua moral.


A mídia e CCB


A CCB não possui propaganda em meios de comunicação, como, por exemplo, rádio, televisão, imprensa escrita, ou qualquer outro tipo de propagação da sua doutrina que não seja o ato de freqüentar quaisquer de suas igrejas pelos interessados em conhecê-la. A CCB não autoriza que seus trabalhos, sejam eles cultos ou não, sejam gravados e reproduzidos.


Sete pontos que revelam o caráter exclusivista da CCB


A seguir, apresentaremos alguns aspectos que reafirmam mais detalhadamente o exclusivismo da CCB apresentado na edição anterior. Esclarecemos que não temos a pretensão de esgotamento desses aspectos e não nos deteremos em refutar biblicamente cada uma dessas características, primeiro pela obviedade bíblica das respostas e, segundo, por não ser esta a proposta dessa exposição, que é, tão-somente, o delineamento do perfil da CCB. 

1. A irmandade

A Lista secreta de ensinamentos de 1961, publicação da CCB, declara: "O Senhor nos guiou a somente considerar nossos irmãos aqueles que se batizam entre nós. Na obra de Deus não temos parentes nem amigos, todos somos iguais e quem não está na doutrina não é considerado como irmão, nem tem liberdade nos cultos". 

2. O jugo desigual

Os líderes da CCB ensinam aos membros a não se prenderem a um jugo desigual, apoiando sua exortação em 2Corintios 6.14. Mas, quem são os classificados como "infiéis" e estão em "trevas", segundo eles? Resposta: os crentes evangélicos. Unir-se a um crente de outra igreja é considerado, pela CCB, jugo desigual.


3. Os sábios e entendidos

Os membros da CCB gostam de citar o discurso de Jesus: "Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos" (Mt 11.25). Costumam dizer que os sábios e entendidos são os "sectários", pessoas identificadas por eles como pertencentes a outras denominações evangélicas, pessoas que gostam de estudar a Bíblia e livros teológicos; por outro lado, os pequeninos são os membros da CCB.


4. A visitação às outras igrejas

Não bastasse ser pecado de morte se opor à CCB, também consideram pecado visitar outras igrejas evangélicas. Visitar outras igrejas é ser cúmplice de pecado de morte. Isso porque o ensino dos anciãos, mediante suas "Listas de doutrinas secretas", declara que as manifestações espirituais em igrejas diferentes da CCB são operadas por espíritos mundanos ou demoníacos. O que está atrás dessa proibição é o receio de que se inverta a situação e que a "irmandade" observe que, nas igrejas evangélicas, se ensina a Bíblia e o medo de que os membros da CCB sejam expostos a ensinamentos bíblicos jamais acessíveis em seus cultos.


5. As declarações de estranha fé

Os líderes da CCB denominam as "declarações de fé" dos crentes evangélicos de "estranha fé", mas não explicam ou refutam essas declarações: primeiro, porque isso não seria possível à luz da Bíblia; segundo, porque, para isso, seria preciso estudar a Bíblia que, segundo a CCB, precisa ficar de lado, sob a alegação de que a "letra mata" (2Co 3.6).


6. A proibição de leituras

É proibido aos membros da CCB ler qualquer literatura publicada por igrejas evangélicas. Essa é uma prática comum às seitas, notadamente das testemunhas de Jeová, que, enquanto distribuem sua literatura de casa em casa, recusam terminantemente a aceitar qualquer literatura que não seja publicada pela Sociedade Torre de Vigia. O que revela isso? Medo de que seus associados tomem conhecimento das falsas profecias apontadas em seus periódicos e questionem o que consideram ser o "canal de comunicação" entre Deus e os homens. Semelhantemente, procedem os anciãos da CCB.


7. A apostasia da igreja

Os líderes da CCB apregoam a apostasia da igreja cristã através dos séculos e a restauração por meio da CCB. Esta é uma reivindicação própria de movimentos sectários, cada qual indicando sua entidade religiosa como responsável pela restauração da Igreja fundada no dia de Pentecostes. Segundo esse ponto de vista, não haveria Igreja de Cristo durante certo período de apostasia, o que contradiz diametralmente a promessa de Jesus (Mt 16.18) e a ininterrupta glorificação de Deus pela Igreja, através dos séculos (Ef. 3.21). Como poderia Deus ser glorificado na Igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, se ela tivesse apostatado? Deve-se ter presente que, segundo a história da fundação da CCB, isso se deu apenas em 1910.


Considerações finais


Como se pôde observar nesta exposição, a CCB é uma igreja muito bem organizada em termos eclesiásticos e administrativos, mas possui um caráter exclusivista incompatível com as recomendações bíblicas. Na próxima edição, convidamos os leitores de Defesa da Fé a nos acompanhar numa abordagem mais detida sobre o proselitismo e a motivação dos membros da CCB para a pregação do evangelho.


(continua na próxima edição...)


1 CONGREGAÇÃO CHRISTÃ DO BRASIL Convenção. São Paulo, 1936 p. 6.

2 CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Estatuto, art. 8, § 1. São Paulo, 2004.

3 CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Estatuto Art. 23.

4 CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Estatuto Art. 24.

5 http://www.congregacaocrista.org.br/ Acessado em 18/4/2011.

6 CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Estatuto, art. 8, § 1. São Paulo, 2004

sábado, 2 de maio de 2026

TEOLOGIA BIBLICA MARCOS 2.1-12

 By Valdeci Fidelis



 ESBOÇOS DE ESTUDOS TEOLÓGICOS --- para ensinos e pregações

Esta é uma passagem central no Evangelho de Marcos, não apenas por ser um milagre de cura física, mas por revelar a autoridade suprema de Jesus sobre o mundo espiritual e físico. Abaixo, apresento uma estrutura expositiva e um guia pedagógico para trabalhar este texto em um ambiente de estudo bíblico.Isso é que vamos aprender com as palavras em Marcos 2


Estrutura da Exposição: Marcos 2:1-12

1. O Cenário: A Barreira da Multidão (v. 1-2)

Jesus retorna a Cafarnaum e a casa fica tão lotada que ninguém mais consegue se aproximar.

  • O ensinamento: A presença de Jesus atrai multidões, mas a multidão nem sempre facilita o acesso ao Mestre. Às vezes, o "ruído" ou as estruturas religiosas ao redor de Jesus podem, inadvertidamente, ser uma barreira para os necessitados.

2. A Ação: A Perseverança dos Amigos (v. 3-4)

Quatro homens carregam um paralítico. Diante da impossibilidade de entrar pela porta, eles tomam uma atitude radical: sobem ao telhado e o abrem.

  • O ensinamento: A fé aqui é descrita não como um sentimento, mas como ação. É a fé intercessora que não aceita o "não" como resposta final quando se trata de levar alguém a Jesus.

3. A Prioridade: O Perdão antes da Cura (v. 5-7)

Jesus, ao ver a fé deles, diz ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados".

  • O ponto teológico: Por que perdoar primeiro? Jesus está tratando a raiz do problema. A paralisia era uma condição, mas o pecado era a condição humana universal. Os escribas se ofendem porque reconhecem implicitamente: apenas Deus tem o poder de perdoar pecados. Eles estavam certos sobre a teologia, mas cegos sobre a identidade de Jesus.

4. A Prova: O Poder sobre o Físico (v. 8-12)

Para provar que ele tem autoridade na esfera espiritual (invisível), Jesus realiza o milagre na esfera física (visível): "Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa".

  • O ensinamento: A autoridade de Jesus é completa. Ele não cura apenas a alma; Ele redime a vida inteira.


Guia de Pedagogia Bíblica: Questionamentos para o Grupo

Para uma abordagem pedagógica eficaz, a ideia é mover o grupo do Conhecimento (o que diz o texto) para a Reflexão (o que o texto significa) e, finalmente, para a Aplicação (como mudamos nossa vida).

Nível 1: Compreensão (Análise do texto)

"O que o texto nos diz sobre a fé daqueles quatro amigos? A fé deles dependia da fé do paralítico?"

A- "Por que os escribas consideraram as palavras de Jesus como blasfêmia? Eles tinham base teológica para esse pensamento?"

B - "Se Jesus tivesse apenas perdoado os pecados e não curado o paralítico, o milagre teria tido o mesmo impacto sobre a multidão?"

Nível 2: Reflexão (Conexão com a vida)

C - "Quais são os 'telhados' que precisamos abrir hoje para levar alguém a Jesus? Que barreiras (culturais, religiosas, sociais) estamos dispostos a romper para ajudar o próximo?"

D - "Muitas vezes, buscamos em Jesus apenas a 'cura' (soluções rápidas, alívio de problemas), mas Ele nos oferece o 'perdão' (transformação profunda). Como equilibrar nossas expectativas sobre o que pedimos a Deus?"

E - "Somos mais parecidos com a multidão que impedia o acesso, ou com os amigos que facilitavam o caminho?"

Nível 3: Aplicação Prática (Chamado à ação)

D - O exercício do 'Amigo Leitor': "Pense em uma pessoa que está 'paralisada' espiritualmente ou emocionalmente em sua vida. O que você pode fazer ativamente esta semana para carregar essa pessoa até a presença de Jesus?"

E - O exercício da 'Barreira': "O que em nossa comunidade ou vida pessoal tem servido como um obstáculo (uma multidão) que impede que os necessitados cheguem perto de Cristo?"

Dica Metodológica para o Facilitador

Ao conduzir esta aula, utilize a técnica da "Porta e do Teto":Comece perguntando: "O que é a porta para você?" (Aquilo que nos impede, as regras, o cansaço, a rotina). Termine perguntando: "O que é o seu teto?" (Qual é o custo que você está disposto a pagar para ver alguém ser transformado?).

Esta dinâmica costuma gerar um engajamento maior do que uma exposição meramente expositiva. Preparar uma aula bíblica sobre Marcos 2:1-12 é uma excelente oportunidade para explorar não apenas um milagre, mas a identidade de Jesus e a dinâmica da fé em comunidade. Para tornar sua aula didática e profunda, sugiro dividir a exposição em três eixos principais.


1. O Contexto e a Cena (A Imersão)

Para a turma visualizar a cena, descreva a arquitetura do cenário.

As casas na Galileia

da época eram feitas de pedra, com escadas externas que davam acesso

a um telhado

plano, este estava construído com vigas de madeira e coberto com uma mistura

de terra e ramos.

A Urgência:

A casa estava tão cheia que ninguém conseguia chegar perto.

Isso demonstra o

"frenesi" em torno do ministério de Jesus.

A Determinação:

O grupo de amigos não desistiu diante do obstáculo (a multidão).

Eles subiram ao telhado e removeram as telhas (ou a cobertura).

Isso ilustra uma fé ativa e persistente.

2. A Estrutura da Narrativa (Os Três Pilares da Aula)

Para estruturar sua explicação, foque nestes três pontos que revelam o

coração do texto:

1. A Fé Coletiva (v. 5)

Marcos registra: "Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico...

"Explicação:

Note que Jesus responde à fé dos amigos. Isso é um encorajamento

poderoso para a aula: a nossa oração e esforço podem ser o caminho

para que outros encontrem Jesus.

2. O Perdão como Prioridade (v. 5-7)

Esta é a parte mais importante para o ensino.

Por que Jesus perdoou os pecados antes de curar a paralisia?

O choque teológico: Na mentalidade judaica da época, a doença

física era frequentemente associada ao pecado. Ao perdoar o homem,

Jesus está indo à raiz do problema, e não apenas ao sintoma

A ofensa dos Escribas:

Eles pensaram corretamente:

"Quem pode perdoar pecados senão Deus?".

A ofensa deles não era o milagre, era a autoridade que Jesus estava

reivindicando para si.

Eles acusaram Jesus de blasfêmia porque, na mente deles, Jesus

estava tomando o lugar de Deus.

3. A Autoridade sobre o Visível e o Invisível (v. 8-12)

Jesus faz a pergunta pedagógica:

"O que é mais fácil: dizer 'perdoados estão os teus pecados'

ou 'levanta-te e anda'?"

A Resposta:

É mais fácil dizer "perdoados", pois ninguém pode verificar o invisível.

Mas curar o homem publicamente, fazendo-o andar, é a prova tangível

de que Ele também é autoridade para realizar o perdão, algo que só

Deus pode fazer.

O milagre é o "selo de autenticidade" de Sua autoridade divina.


Resumo para o Quadro ou Material de Apoio

Ponto de Análise

O que ensina
A Ação dos Amigos

A fé se expressa através
do esforço e do cuidado com
o próximo. (disse Jesus amar

o próximo como nós mesmo)
A Reação de JesusJesus prioriza a cura da alma (perdão)
sobre a cura do corpo.
O ConflitoOs escribas questionam a
 divindade de Jesus ao
questionarem o perdão.
(eles acreditavam que só Deus perdoava,
e via Jesus curando e perdoando)
O MilagreA cura física valida a autoridade
espiritual de Jesus diante
de todos.

Dica Pedagógica para sua Aula

Ao finalizar, convide os alunos a refletirem:

O que nos impede de levar pessoas a Jesus hoje?

Assim como o teto foi um obstáculo, muitas vezes

barreiras sociais,

emocionais ou religiosas impedem as pessoas

de se aproximarem.

O exemplo dos amigos nos desafia a ser os que

"abrem telhados"

para que outros alcancem o Mestre.

Deus Seja Louvados

SAÍDA DO EGITO E A MARCHA PELO DESERTO

 

SAÍDA DO EGITO E A MARCHA PELO DESERTO

ARQUEOLOGIA- A MONTANHA DO SINAI
 


Os estudos atuais ainda não permitem localizar o Monte Sinai. O monte Sinai, assim como a expressão península do Sinai são acepções moderna que seguem uma tradição cristã do século 4° da nossa era.

A montanha de Moisés poderia estar localizada não na península do Sinai, porém na Arábia, a leste do golfo de Acaba, onde se localizam os vulcões, porque numerosas passagens da Bíblia: "E todo monte de Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre  ele em fogo, e o seu fumo subiu como fumo dum forno, e todo o monte tremia grandemente" Ex. (19:18) Descrevem a montanha escalada por Moisés como sendo, na época, o local de uma intensa atividade vulcânica: “A montanha fumegava até o céu, céu escurecido por nuvens tenebrosas e retumbantes”." " E vós vos chegaste, e vos pusestes ao pé do monte, e o monte ardia em fogo até ao meio dos céus e havia trevas, e nuvens e escuridão. Então o Senhor vos falou do meio do fogo, a vos das palavras ouviste, porém, além da voz, não vistes semelhança nenhuma" (Dt. 4:11-12)“... a montanha estava em chama...” 

O vulcão a leste referência do de um explorador (chamado A. Musil em 1904) a de Acaba que embora hoje esteja extinto, passou, não muito tempo atrás por período de franca atividade e que os beduínos consideram lugar proibido: eles associam o vulcão, chamado Hala El- Bedr (Cratera da Lua Cheia) a Moisés e a Alá. A tradição segundo a qual a montanha de Moisés encontra-se na Arábia do Norte é sustentada pelos historiadores judeus, assim como Paulo em (Gal. 4:23-31), mas poderia ser, também, uma influencia dos grupos judeus que se encontravam instalados no norte da Arábia. Na realidade, é bastante difícil separar as diferentes tradições, e é possível não sabermos jamais onde estava localizada a montanha de Moisés.

Outra parte é sobre a arca da aliança, era apenas uma caixa de madeira de acácia (árvore comum na região do Sinai), de pequenas dimensões (cerca de 1,25 X 0,75). Sua descrição, bem como a sua construção Deus ordena a Moisés:" Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de  todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta. E esta oferta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, e prata, e cobre" (Ex.25:1-3) Fez também Bezaleel  a arca de madeira e cetim: O seu comprimento era de dois côvados e meio. 
Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora; e fez-lhe uma coroa de ouro ao redor"(Ex 37:1-2)  Devem pertencer a época bem posterior. Como teria sido possível para nômade pobre reunir no deserto, tanta riqueza em ouro, prata, linho e outros materiais? A arca destinada a simbolizar Yahwe, representava um trono, ou estava destinada a guardar algum objeto sagrado, pedra ou outro qualquer. A arca deve ter desaparecido da literatura bíblica a partir do tempo de Salomão, talvez destruída por ocasião de um ataque egípcio ou por um incêndio.

A razão exata jamais será conhecida, seja como for, ela foi uma aparência modesta. A descrição dos querubins com as asas abertas, feito pelo redator bíblico, não deve ser mais do que extrapolação dos modelos encontrados na época, como poderia testemunhar a plaqueta de marfim (26 cm de comprimento) encontrada em Megido e que mostra um príncipe cananeu, sentado num trono e bebendo de uma taça, enquanto lhe são apresentados prisioneiros nus com as mãos amarradas às costas.
 Os hebreus que se reuniam em Cades, “onde corria com abundancia o leite e o mel” uma abundância que não poderia ser conhecida pelos hebreus que nasceram no deserto, mas que aos mais velhos vindos do Egito, podiam  bem imaginar, eles (hebreus) que caminhavam pelo Sinai, sonhavam, o que é fácil de compreender, pela vida errante que tinham e que sabia está quase ao alcance da mão, bastando poucos dias de marcha para a direção norte. 
Diz a Bíblia:"E caminharam, e vieram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação dos filhos de Parã, a Cades, e, tornando, deram-lhe conta a eles, e mostraram-lhes conta a eles, e a toda congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra" (Nm. 13:26) O fato de Moisés enviar explorações a terra de Canaã, conforme a Bíblia afim de verificar a situação na terra cobiçada mostra muito bem o estado de espírito dos Hebreus naquele momento. 40 dias, entre ida e volta, bastaram aos exploradores para cumprir sua missão.

 Ainda que Canaã descrita como uma região perigosa, rodeadas de tribos selvagem, os Hebreus não hesitaram em arriscar. Com a derrota do pelotão que atacou pelo sul, foram eles derrotado pelo rei  de Arad (Nm.21:1. Sendo difícil de atravessar pela força bruta, Moisés tentou a diplomacia e pediu ao rei dos Amorreus, Siom, permissão para passar, o que lhe foi negado ter-se-a então travado uma batalha e os Hebreus venceram, conquistaram a terra de Moabe e de Basã."Então veio Ameleque e pelejou contra Israel em Refidim. 

Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Ameleque; amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão" ( Ex. 17:8-9) Esta vitoria, somada à que  haviam conquistada contra os Amalecitas, que os atacaram enquanto descansavam em Rafidim, fortificou a resolução dos Hebreus e mostrou-lhes que não era impossível alcançar seu objetivo, isto é, conquistar a terra desejada denominada, para fins religiosos, terra prometida. 

Colaborou neste artigo; Diac. Fidelis.
Consultar (Jz.1:16) (Nm.14:45, (21:3) (25:1)
(Texto original publicado no Recanto das Letras sob n° @4620601-21/12/2013)