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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O MILAGRE DA BATALHA A.T. Segundo Reis cap. 3

Quero contar com referto de causa neste texto a quem interessar possa, sobre o Antigo Oriente, como esboço de pregação, um panorama do livro que contém 25 capitulos, a tradição judaica atribui a como seu autor o Profeta Jeremias, ano 559 a.C. Livro de 1Reis. Durante este período, Amós, e Oséias profetizaram em Israel, enquanto que obadias, Joel, Isaías, Miqueias Naum, Habacuque, Sofonias e Jeremias, profetiram em Judá. Esta é uma análise histórica, cultural teológica do capítulo 3 Segundo Livro de 2 Reis 3 que poderá revelar um cenário geopolítico tenso, com alianças estratégicas com profundos elementos culturais do antigo Oriente, abaixo estão os principais pontos estruturados para compreensão:

​1. Contexto Histórico e Geopolítico
​          A Revolta de Moabe: Após a morte do rei Acabe de Israel, Mesa, rei de Moabe, rebelou-se contra a hegemonia israelita, recusando-se a pagar o tributo anual (que consistia em cem mil cordeiros e a lã de cem mil carneiros, conforme 2 Rs 3:4).
​A Tríplice Aliança: Para sufocar a rebelião, Jorão (rei de Israel, filho de Acabe) uniu-se a Josafá (rei de Judá) e ao rei de Edom.
​       A Rota pelo Deserto de Edom: A coalizão optou por marchar contornando o Mar Morto pelo sul, através do árido deserto de Edom, uma estratégia de ataque que pegaria os moabitas desprevenidos, mas que os colocou em grave risco logístico.
​2. O Cenário Cultural e Religioso A Crise da Água e a Dependência Divina: 
No terceiro dia de marcha, o exército e os animais ficaram sem água. Na cultura da época, tinha muita falta de água frequentemente interpretada como um sinal de abandono das divindades ou de maldição sobre a campanha militar.
​          O Recurso ao Profeta (O Papel de Eliseu): O rei Josafá sendo o imperador de Judá insiste em consultar um profeta do Senhor. É convocado Eliseu, sucessor de Elias. Como a melhor escolha aos ohos de Deus
# ​A reação inicial de Eliseu a Jorão, Jorão ou Jeorão, significa: "Javé é exalado", que dizer que foram dois reis diferentes que governaram na mesma época o território dividido  de Israel e Judá.
        Jorão foi o nono rei de Israel Reino do Norte. Ele era filho de Acabe e Jezabel, e sucedeu ao seu irmão Acazias. Assim reflete a tensão cultural e religiosa: ele repreende o rei de Israel por causa da idolatria da casa de Acabe, mas atende ao pedido por causa da presença de Josafá, que era temente a Deus.
     ​O Meio Cultural da Profecia: Eliseu pede um músico (tocar harpa/lira). Na cultura hebraica e do antigo Oriente Próximo, a música instrumental era frequentemente utilizada para acalmar o espírito, induzir estados de contemplação e abrir espaço espiritual para a recepção da palavra profética.
​3. O Milagre e o Desfecho da Batalha A Provisão Inesperada: Por ordem divina, vales secos foram preenchidos por torrentes d'água durante a noite (vindo da direção de Edom), salvando o exército da desidratação.

        ​A Ilusão Óptica: Ao amanhecer, a luz do sol refletida na água vermelha fez com que os moabitas pensassem que era sangue concluindo precipitadamente que os reis aliados haviam brigado entre si e se destruído mutuamente. Isso levou os moabitas a avançarem desorganizados para o saque.
​A Derrota de Moabe: Israel e seus aliados derrotaram as forças moabitas, destruíram suas cidades, entupiram fontes de água e arruinaram as plantações, cercando a capital Quir-Haresset.

​4. O Ato Extremo do Rei de Moabe (Cultura e Sacrifício Ritual)
​Vendo-se completamente encurralado na batalha, o rei Mesa cometeu um ato de desespero religioso extremo: sacrificou seu próprio filho mais velho, o herdeiro do trono, oferecendo-o em holocausto sobre os muros da cidade (2 Rs 3:27).

​Significado Cultural  e Político: 

      No paganismo cananeu e moabita, era o sacrifício humano (especialmente de primogênitos em momentos de crise nacional extrema) era visto como a oferenda máxima aos deuses (como o deus Quamos) para aplacar a ira divina e garantir a virada na guerra através do terror espiritual. texto bíblico relata que "houve grande indignação contra Israel", o que muitos teólogos interpretam como um momento de choque psicológico e moral que levou os exércitos aliados a suspenderem o cerco e se retirare. Relatos dão conta que outros reis assim fizeram, uma pequena confusão de personagens bíblicos nessa questão. Quem ofereceu no relato biblico o próprio filho em sacrifício foi Mesa, rei de Moabe, e não Hirão.

​Aqui estão os detalhes corretos de cada um conforme os relatos bíblicos:
​Hirão (ou Hurão), rei de Tiro: Foi sim um grande aliado e amigo de Davi (e posteriormente de Salomão), ajudando com materiais, mão de obra especializada para a construção do palácio de Davi e do Templo de Jerusalém. Ele era pagão (fenício), mas não há nenhum registro bíblico ou histórico de que ele tenha sacrificado um filho. Mesa, rei de Moabe: O episódio do sacrifício de um filho está registrado em 2 Reis 3:27.

          Quando o exército de Moabe estava sitiado e completamente encurralado por uma coalizão de Israel, Judá e Edom, o rei Mesa tomou seu filho mais velho (o herdeiro do trono) e o ofereceu em sacrifício como holocausto sobre a muralha da cidade para aplacar a ira de seu deus nacional, Quemós. O texto bíblico relata que, após esse ato de desespero, houve uma "grande ira" (ou como traduzem algumas versões, um forte revés) contra os israelitas, fazendo com que abandonassem o cerco e retornassem à sua terra.
​Portanto, a descrição do rei pagão que sacrificou o filho refere-se ao rei 
Mesa de Moabe, e não a Hirão, amigo de Davi.
 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

SE MELHORAR ESTRAGA

SE MELHORAR VAI FICAR PIOR

O Rei Josafá ou Josafat, que significa Jeová é Juiz, foi a 4º rei de Judá e reinou por 25 anos, seus anos com seu pai era Asa e sua mãe Azuba. Foi um reinado de grandes combates e idolatrias, houve a destruição de as estátuas, e muitos outros. Fez reformas politicas, militares e religiosas, viu a batalha contra os sírios, fez alianças com malvado rei Acabe de Israel,viu a batalha de morte do rei Acabe, fez barcos com Acazias para irem a Társis  pegar ouro, foi o profeta Jeú que impediu em advertência dizendo que ele se aliaria aos que aborrecia o Senhor, o senhor despedaçou suas obras, e Jorão, seu filho reinou em seu lugar.
Josafá teve sua chamada ao trono, com a idade de 35 anos, Josafá trouxera perante si o modelo do capaz rei Asa, que em aproximadamente toda crise fizera “o que parecia reto aos olhos do Senhor”. 1 Reis 15:11. Durante um bem-sucedido reinado de vinte e cinco anos, Josafá buscou andar “em todos os caminhos de seu pai Asa”, e “não se desviou deles”. 1 Reis 22:43. Em seus empenhos para reinar sabiamente, Josafá buscou convencer seus súditos a aceitarem atitude firme contra as práticas idólatras. Muitos entre o povo em seu comando “sacrificavam e queimavam incenso nos altos”. 1 Reis 22:44. 
O rei não aniquilou de vez esses santuários; mas desde o início buscou salvaguardar Judá dos pecados que distinguiam o reino do norte sob o governo de Acabe, de quem fora contemporâneo durante muitos anos. Josafá era pessoalmente leal a Deus. Ele “não buscou a Baalins. Antes buscou ao Deus de seu pai, e caminhou nos Seus ensinamentos, e não conforme as obras de Israel”. Por causa de sua integridade, o Senhor era com ele, e “confirmou o reino na sua mão”. 2 Crônicas 17:3-5. “Todo o Judá deu presentes a Josafá; e teve riquezas e glória em abundância. E exaltou-se o seu coração nos caminhos do Senhor”. 2 Crônicas 17:5, 6.
 Com o passar do período e o continuidade das reformas, o rei “tirou os altos e os bosques de Judá”. 2 Crônicas 17:6. “Também desterrou da terra o resto dos rapazes escandalosos, que ficaram nos dias de seu pai Asa”. 1 Reis 22:47. Assim, gradativamente os habitantes de Judá permaneceram livres das ameaças que encontrar-se ameaçando com seriedade retardar seu desenvolvimento espiritual. Por meio do reino o povo estava carente de instrução na lei de Deus.
 Na compreensão desta lei permanecia a sua segurança; na adequação de sua vida aos de suas condições, tornar-se-iam leais com tanta frequência a Deus como ao homem. Conhecendo isto, Josafá adotou conceitos para garantir a seu povo absoluta instrução nas Santas Escrituras. Os príncipes que tinham o encargo das desiguais partes do seu domínio foram guiados no sentido de disporem para o fiel ministério de sacerdotes instrutores. Por real recomendação, esses mestres, trabalhando sob a direta gerência dos príncipes, “rodearam todas as cidades de Judá, e ensinaram entre o povo”. 2 Crônicas 17:9. 
 E como muitos buscassem envolver os reclamos de Deus e apartar o pecado, teve lugar um reavivamento. A esta sábia provisão para as necessidades espirituais de seus súditos, Josafá precisou muito de sua prosperidade como governante. Na dependência à lei de Deus há amplo ganho. Na concordância às divinas condições há um domínio transformador que leva paz e boa vontade entre os homens. Se as instruções dadas na Palavra de Deus trouxessem autoridade controladora na vida de todo homem e mulher, se a mente e o coração consistir em postos sob seu poder moderante, os males que agora permanecem na vida nacional e social não existiriam lugar.
 De cada lar decorreria uma autoridade que tornaria fortes homens e mulheres na intuição espiritual e no domínio moral, e, portanto nações e indivíduos ficariam colocados em terreno proveitoso. Por muitos anos Josafá habitou em paz, sem ser aborrecido pelas nações adjacentes. “Veio o temor do Senhor sobre todos os reinos da terra, que estavam ao redor de Judá”. 2 Crônicas 17:10. Dos filisteus recebia tributo em dinheiro e presentes; da Arábia, grandes rebanhos de ovelhas e cabras. “Cresceu, pois, Josafá e se engrandeceu extremamente; e edificou fortalezas e cidades de munições em Judá. [...] Gente de guerra, varões valentes em Jerusalém, [...] estavam no serviço do rei, afora os que o rei tinha posto nas cidades fortes por toda a Judá”. 2 Crônicas 17:12-19. 
Sagrado fartamente com “riquezas e glória” (2 Crônicas 18:1), era ele habilitado a exercer importante autoridade em favor da veracidade e da justiça. Alguns anos depois de haver ascendido ao trono, Josafá, agora no auge de sua prosperidade, aprovou o matrimônio de seu filho, Jeorão, com Atalia, filha de Acabe e Jezabel. Por causa desta união foi constituída entre os reis de Judá e de Israel uma união que não fora ordenada por Deus, e que num tempo de crise induziu à desgraça o rei e muitos de seus vassalos.
 Num momento, Josafá visita o rei de Israel em Samaria. Honra particular foi mostrada para com o real hóspede de Jerusalém; e, além disso, que encerrasse sua visita foi ele convencido a unir-se com o rei de Israel numa guerra contra os sírios. Acabe aguardava que pela união de suas forças com as de Judá ele poderia recuperar Ramote, uma das cidades de refúgio que, amparava ele, por direito competia aos israelitas. Embora num momento de fraqueza tivesse Josafá precipitadamente apalavrado unir-se ao rei de Israel em sua guerra contra os sírios, melhor juízo alterou, contudo a procurar saber o anseio de Deus referente a este cometimento.
 “Conselho, hoje, peço-te, a palavra do Senhor”, ele recomendou a Acabe. Em resposta, Acabe reuniu quatrocentos dos profetas falsos de Samaria, e perguntou-lhes: “Iremos à guerra contra Ramote-Gileade, ou deixá-lo-ei?” E eles responderam: “Sobe, porque Deus a dará na mão do rei”. 2 Crônicas 18:4, 5. Não contente Josafá buscou conhecer com certeza a vontade de Deus. “Não há ainda aqui profeta algum do Senhor”, perguntou ele, “para que o consultemos?” “Ainda há um homem por quem podemos consultar ao Senhor”, respondeu Acabe, “porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim bem senão sempre mal; ele é Micaías, filho de Inlá”. 1 Reis 22:8. 
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