O CENÁRIO DA CRISE EM 2 Rs 6-7 COMENTADO
Valdeci Fidelis
A Paz do Senhor Jesus a todos. Entendo perfeitamente os seus interesses em mergulhar nas Escrituras. No entanto, é preciso começar com uma pequena "correção de curso" fraternal: o livro de 2 Reis termina no capítulo 25.
Provavelmente, vocês estão se referindos a 2 Reis 24:18 até 25:30 (que narra o cerco de Jerusalém e a queda do Reino de Judá) ou talvez a passagens de 2 Crônicas. Mas, baseando-me na numeração que o Senhor sugeriu, o paralelo mais provável que eu desejo explicar à igreja hoje é o cenário da Queda de Jerusalém e o Exílio, que representa um dos momentos mais críticos da fé bíblica.
Apresento aqui uma explanação concisa focada em como aplicar esses temas (fidelidade, juízo e esperança) no contexto da igreja atual, e nas futuras geraões que viram, entenderem o fundo histórico e cultural de 2 Reis 24-25, de os povos escolhidos, como os judeus "O Povo de Deus":
1. O Contexto: O Fim da Linha para Judá
Nesta seção final de Reis, vemos o reinado de Zedequias. O texto descreve um cenário de fome extrema e a invasão babilônica. O templo, o orgulho da nação , é destruído.
A Lição de Soberania: Deus não está preso a edifícios. Quando o povo abandonou a essência da aliança, a estrutura física não pôde salvá-los.
Aplicação Atual: Muitas vezes, a igreja moderna foca em templos e eventos, esquecendo que o "avivamento" sem obediência é apenas barulho.
2. A Fome que vai além do Pão
Em 2 Reis 25:3, a bíblia narra que a fome prevaleceu na cidade. Historicamente, isso é um reflexo do cerco.
Paralelo Espiritual: Vivemos hoje uma "fome" em meio à abundância. A igreja atual precisa entender que, sem a Palavra (o pão vivo), o povo perece, mesmo dentro de templos luxuosos. O cerco do mundo (secularismo, ideologias) tenta asfixiar a fé cristã.
3. O "Pequeno Resto" e a Graça Inesperada
O livro de 2 Reis termina de forma surpreendente (25:27-30) com o rei Joaquim sendo libertado da prisão na Babilônia e comendo à mesa do rei.
A Mensagem de Esperança: Mesmo no julgamento, Deus preserva uma linhagem. A igreja atual deve se ver como esse "resto fiel".
O Evangelho no Antigo Testamento: Assim como Joaquim não merecia ser tirado da prisão, nós fomos tirados da "prisão do pecado" para sentar à mesa do Rei Jesus. Que É a pura Graça.
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AGORA VOU ELENCAR NO TEXTO CENTRAL DESTE ENCONTRO
Agora sim! Peço sua atenção para as narrativas:
Este texto é um "prato cheio" para a igreja evangélica atual, pois fala sobre crise econômica, liderança espiritual, incredulidade e a responsabilidade de compartilhar as Boas Novas.
Aqui está uma explanação organizada para uma pregação ou estudo:
1. O Cenário de Crise (2 Reis 6:24-31)
Samaria está cercada pela Síria. A situação chegou ao extremo: a inflação é absurda (uma cabeça de jumento custava oitenta siclos de prata) e o desespero humano levou ao canibalismo.
O Erro do Rei: O rei de Israel culpa a Deus e ao profeta Eliseu pelo problema. Ele veste pano de saco (aparência de piedade), mas seu coração está cheio de fúria.
Aplicação para a Igreja: Em tempos de crise (financeira ou moral), a tendência humana é culpar a Deus ou às lideranças, em vez de buscar o arrependimento. A igreja deve ser o lugar que aponta a solução, não que apenas lamenta o problema.
2. A Profecia do Impossível (2 Reis 7:1)
No auge do caos, Eliseu libera uma palavra: "Amanhã, a estas horas, uma medida de flor de farinha valerá um siclo". Deus promete uma deflação milagrosa em 24 horas.
A Natureza de Deus: Deus intervém quando os recursos humanos se esgotam.
Conexão Teológica: Para a igreja, isso reforça que a nossa provisão não vem da economia do país, mas da fidelidade de Deus.
3. O Pecado da Incredulidade (2 Reis 7:2)
O capitão do rei zomba da profecia: "Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia suceder isso?".
O Julgamento do Cético: Eliseu responde que ele veria com os olhos, mas não comeria.
Alerta à Igreja: Muitas vezes, dentro da igreja, o "racionalismo" nos impede de crer no milagre. O oficial confiava na logística humana e esqueceu que Deus é o dono da natureza. Cuidado: Ver a benção passar e não participar dela é a consequência da falta de fé.
4. Os Quatro Leprosos: A Estratégia dos Rejeitados (2 Reis 7:3)
O texto menciona quatro leprosos à porta da cidade. Eles fazem a pergunta fundamental: "Para que estaremos nós aqui até morrermos?".
A Missão da Igreja: Eles eram os excluídos, mas foram os primeiros a descobrir que o inimigo havia fugido e deixado comida.
O "Dia de Boas Novas": Mais adiante no capítulo, eles dizem: "Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nos calamos".
Aplicação Prática: A igreja é como esses leprosos — pecadores que encontraram o banquete de Deus (o Evangelho) e têm a obrigação de contar aos que ainda estão morrendo de fome espiritual dentro dos "muros" do mundo.
Alguns tópicos para uma melhor compreenção a Igreja:
O Cerco do Inimigo: Como as pressões do mundo tentam nos sufocar.
A Voz da Profecia vs. A Voz do Ceticismo: Em quem temos acreditado? Nas notícias ou na Palavra? No homem ou nas escrituras?
A Síndrome do Capitão: O perigo de estar perto do milagre, mas com o coração fechado. (coração aberto) tem que escutar é a vóz de Deus.
A Responsabilidade dos Leprosos: Se encontramos a Graça, não podemos guardá-la apenas para nós. Quando nos se batizamos encontramos o tesouro nas águas, Jesus o esconde para que nós o procurem, quem procuras acharás!
Dica de Ouro: Foque no contraste entre o Rei (que tinha o trono, mas não tinha fé) e os Leprosos (que não tinham nada, mas tiveram a atitude que salvou a nação).
Gostaria de explanar mais este esboço de sermão com tópicos e versículos chave baseados especificamente nos quatro leprosos, que tanto se comentam.
Com certeza, aqui está um esboço deste sermão estruturado, e focado em 2 Reis cap. 6:24-31 e cap. 7:3, desenhado para melhor impactar a igreja nos dias de hoje, atual com uma mensagem de fé, ação e com responsabilidade evangelística.
Quero chamar o Título deste Sermão: "Vencendo o Cerco: Da Escassez ao Banquete de Deus"
Introdução
O Contexto: Samaria está sob um cerco terrível. O cerco não é apenas uma guerra, é uma estratégia de asfixia: o inimigo não ataca, ele apenas impede que a provisão entre até que o povo morra por dentro.
Aplicação: Muitas igrejas e cristãos hoje vivem um "cerco espiritual" (crise emocional, financeira ou desânimo) que tenta matar a esperança. E muitos por definitivo, sem ir mais a igreja.
Por que vou a Igreja? 1: O Perigo de Olhar apenas para os Muros (2 Rs 6:24-30)
A Visão do Rei: O rei de Israel olhou para a fome e para o sofrimento, mas não olhou para o arrependimento. Ele vestiu pano de saco (religiosidade externa), mas o seu coração estava amargurado contra Deus.
A Lição para a Igreja: Quando focamos apenas no tamanho da crise ou no "preço da cabeça do jumento" com aquele preço de 80 siclos de prata (inflação, problemas), perdemos a visão do Deus que está acima do cerco.
Ponto Chave: Crise sem Cristo gera desespero; crise com Cristo gera dependência.
Por que vou a igreja? 2: A Palavra que Desafia a Lógica (2 Rs 7:1)
A Profecia de Eliseu: No momento mais escuro, Deus envia uma palavra de alívio: "Amanhã, a estas horas...". Deus tem um cronômetro para a nossa provação.
A Intervenção Divina: Note que Deus não prometeu que o exército inimigo seria derrotado em batalha, mas que a economia mudaria. Deus trabalha em áreas que não imaginamos.
Aplicação: A igreja precisa voltar a crer no "Amanhã de Deus". O que parece impossível hoje é apenas o cenário para o milagre de amanhã.
Por que vou a igreja 3: O Ceticismo que Bloqueia a Bênção (2 Rs 7:2)
A Resposta do Capitão: O oficial do rei duvidou até da capacidade de Deus: "Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu...". Ele limitou o Todo-Poderoso à sua própria lógica humana.
A Consequência: Ele viu o milagre, mas não provou dele.
Alerta à Igreja: O racionalismo excessivo mata a fé. Não seja o "capitão" que analisa tudo, mas não experimenta nada. Crer é ver o invisível antes de tocar no real. Istoé fé no sobrenatural Deus.
Por que vou a igreja? 4: A Teologia da Atitude (2 Rs 7:3)
A Pergunta dos Quatro Leprosos: "Para que estaremos nós aqui até morrermos?". Eles entenderam que ficar parado era a única garantia de derrota.
O "Pulo do Gato": Eles eram leprosos, rejeitados e fracos, mas foram eles que Deus usou para descobrir que o exército inimigo havia fugido. Uma citação biblica: Deus capacita os tolos para confundirem os sábos
Aplicação Prática: Deus não usa necessariamente os mais fortes (o rei ou o exército), mas aqueles que decidem se levantar e caminhar, mesmo em meio à sua fraqueza.
Desafio para a Igreja: O mundo está morrendo de fome espiritual "dentro dos muros". Nós, que encontramos o tesouro e o banquete (Salvação em Jesus), temos a obrigação de sair e anunciar sua palavra.
Conclusão e Apelo
Arrependimento: Pare de culpar a Deus pelas consequências do cerco e busque a face d'Ele. 1Co13:12-13
Fé: Receba a profecia de que o amanhã de Deus pode mudar a sua sorte.
Movimento: Saia da inércia. Como os leprosos, dê um passo em direção à promessa. Eles deram um grito pediram misericordias e foram abençoados. A bênção e A graça do de Cristo Jesus, e o amor de Deus, e a comunhão do Espirito Santo sejam com todos. Amém.
Fontes pesquisadas: Com a referência correta (2 Reis 6:24 a 7:3), entramos em uma das narrativas mais dramáticas e ricas de toda a Bíblia: O Cerco de Samaria e os Quatro Leprosos. (Lepra nos dias atuais é conhecida pela ciência médica como Hanseniáse) Leprosos no texto biblico: existem até hoje como membros que se dizem cre e não fazem nada para o próximo conhecerem a Jesus como Salvador! o autor