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segunda-feira, 11 de maio de 2026

MEU REINO NÃO É NESTE MUNDO

 Valdeci Fidelis

Fonte Biblia Sagrada

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

MEU REINO NÃO É NESTE MUNDO-O EVANGELHO 

SOCIAL CUIDADO

O QUE É A TEOLOGIA DO EVANGELHO SOCIAL?


Tendo suas raízes em Friedrich Schleiermacher (1764-1834),
 o teólogo e filósofo alemão, considerado cristocêntrico e 
visionário pelos racionalistas e radical pelos ortodoxos, 
a teologia do evangelho social sofreu também a influência
 de outro teólogo alemão, Albrecht Ritchl (1822-1889), que
 ressaltou o conteúdo ético-social da Teologia.Como uma das
expressões mais características da teologia liberal 
norte-americana, o evangelho social teve como o seu maior
intérprete o pastor batista Walter Rauschembusch (1861-1918)
, professor no seminário batista de Rochester, de 1897
 até o seu falecimento.
Na América do Sul, esse movimento pode também ser identificado
 como a “teologia da libertação”, cujas linhas ideológicas chegam 
mesmo ao extremo de propor uma aliança estratégica entre 
cristãos revolucionários e marxistas não dogmáticos, no propósito
 comum de estabelecerem a “justiça social”, até mesmo por meio 
de uma revolução.
Embora tenha suas origens em meados do século passado, a
 teologia do evangelho social, também conhecida como O 
Evangelho do Caminho de Jericó, alcançou maior sucesso 
nos anos seguintes à Primeira Guerra Mundial, pelo fato de se 
atribuir às injustiças sociais as causas da grande 
conflagração internacional que ceifou milhões de vidas.
O movimento teve o seu lado positivo, pois procurou levar
 a Igreja a empenhar-se em atividades mais amplas em favor 
dos menos favorecidos da sorte, e criticou os governos corruptos
 e os sistemas ideológicos injustos.
Foi uma resposta nova da ética cristã em uma nova situação
 histórica, pois, particularmente nos Estados Unidos, era grande
o número de problemas decorrentes do rápido crescimento industrial.
A consciência cristã, assim desafiada, converteu-se numa 
“consciência social”.
 Rauschembusch, filho de um missionário luterano junto aos
 alemães, quando pastoreava a segunda igreja batista alemã 
de Nova York, em 1886, impressionou-se com as deprimentes
 condições sociais ali existentes.

Fundou o influente movimento Fraternidade do Reino, que 
lançou, em 1889, a revista mensal Pelo Direito, visando
 a classe trabalhadora e defendendo um programa social cristão
. Seu livro Cristianismo e a Crise Social, editado em 1907, obteve
 grande sucesso, pois foram feitas 17 edições com um total
 de 50 mil exemplares vendidos.
Identificando o reino de Deus como um reino neste mundo, o
 evangelho social assumiu a liderança do neoprotestantismo
 entre as duas grandes guerras mundiais, ocupando assim
 o terreno perdido pelo liberalismo, cujo otimismo sofreu fragorosa
 derrota com a guerra de 1914-1918.
Nessa corrente teológica, o propósito original do cristianismo
 seria transformar a sociedade no reino de Deus, baseando-se 
em João 10.10: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a 
destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com 
abundância.” Isto seria conseguido através de uma 
reconstituição das relações humanas.
 Assim, o reino de Deus fundado por Jesus seria teleológico,
 ou seja, considera-se o mundo como um sistema de relações 
entre meios e fins.

A igreja existiria para realizar o reino, lutando contra o mal e
 constituindo se em meio de salvação para a sociedade.
Nessa teologia, o pecado original não existe. Todos nós 
participaríamos na culpa da comunidade, sendo a exploração 
dos pobres, as favelas, as péssimas condições de trabalho, o 
trabalho das crianças, etc., os maiores pecados.
A força motriz para a eliminação do pecado da comunidade 
seria o amor pela humanidade. A igreja redime a 
sociedade pela educação, pela moralidade.

A salvação tornaria-se, portanto, pelas obras. O Evangelho 
Social rejeita o Deus transcendente e prega um Deus imanente,
 que se
 esforça em nossos esforços.
 Jesus, nessa teologia, seria um  grande mestre, exemplo 
inigualável de moral, mas sempre homem e meramente homem.
Ele é o primus inter pares.Sendo uma teologia de 
acomodação e de ajuste às conquistas nos campos da
 ciência, da evolução da economia e da política, tem 
como alvo a transformação das instituições sociais pelo
evangelho, como:família, igreja, escolas, governo, etc., 
oncluindo que o cristianismo existe para reformar a sociedade.
No Brasil, que passa agora por uma fase de transformação
 como a ocorrida nos Estados Unidos um século atrás, o 
vangelho social está presente numa tendência de querer
 comprometer a igreja com os movimentos sociais rurais 
ou urbanos, como o Movimento Sem-Terra, os sindicatos,
 etc. Eis, a seguir, alguns dos pontos mais salientes dessa
 corrente teológica:
a) Ensina que a Igreja deve assumir um compromisso com os 
pobres, e que tal compromisso não é uma tarefa a vir depois
 de uma revolução, mas que se impõe já, como uma condição 
de nossa fé na obra de Jesus.
b) Afirma sua fé nos pobres e nas possibilidades de eles se
 organizarem e obterem a libertação da escravidão em que 
vivem;
c) Entende que a Igreja tem por missão denunciar a riqueza 
geradora de injustiças e protestar contra ela.

Exame crítico:
Uma análise da teologia do evangelho social, do ponto 
de vista do ensino bíblico mostra o seguinte:
a) Abandonou o Deus pessoal
b) a doutrina do pecado original
c) todo sentido sobrenatural da vida cristã.

O problema principal é o pecado individual e não a desigualdade
 dos bens deste mundo. Jesus não condenou os ricos como ricos e nem defendeu os pobres como pobres. . . As palavras de Jesus: “O meu reino não é deste mundo”(Jo 18.36) não significam tão-somente que havia uma 
distância imensa entre as condições sociais de Jesus e as 
de Pilatos...

 O texto de Mateus 6.33 certamente não trata de um 
reino deste mundo;
As duas guerras mundiais provaram definitivamente que o homem é um pecador nato e sem quaisquer condições de, por si mesmo, amar o seu próximo,e manter a pazentre si; O amor dirigido a apenas uma classe torna-se abstrato e não alcança o indivíduo. O comunismo, 
como regime voltado para os interesses de uma 
classe os proletários certamente alimenta o ódio aos burgueses.
O amor ensinado e exemplificado por Jesus não pode-se comparar com o de classes, conforme Mateus 5.44;Nenhuma reforma social é possível sem que os indivíduos
, cada um de per si, experimentem o arrependimento e recebam 
de Deus o perdão e o poder para viverem uma nova vida em que “as 
coisas velhas já passaram” (2 Co 5.17).
O pecado seria da “sociedade” e não do indivíduo, razão pela
 qual no evangelho social não existe arrependimento pessoal; 
Agora ouça a palavra, pense, para agir depois.

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