UMA EXPLANAÇÃO SOBRE OS BATISTAS
Por Valdeci Fidelis
Uma obra teologica que eu recomendo a quem queira compreender a fiel identidade do crente
Este texto é um registro histórico da obra "O Rasto de Sangue", escrita por J. M. Carroll, que narra a trajetória das Igrejas Batistas desde a era apostólica até a modernidade. O autor defende a tese de que, apesar das perseguições sistemáticas, existiu uma linhagem contínua de cristãos fiéis às doutrinas originais do Novo Testamento, independentes da Igreja Católica e do Estado.
A narrativa detalha os martírios sofridos por esses grupos, a origem de nomes como Anabatistas e Waldenses, e a gradual corrupção doutrinária que levou à formação da hierarquia eclesiástica. Através de um mapa histórico, a obra ilustra séculos de conflitos religiosos, destacando a resistência de comunidades que preservaram princípios como o batismo de crentes e a liberdade de consciência.
O conteúdo serve como um documento apologético que busca validar a identidade batista por meio de um legado de sacrifício e fidelidade às escrituras.
PERGUNTA: ESPLIQUE O TERMO E A ORIGEM E O SIGFICADO ANABATISTA
- O confronto de autoridade: A luta entre igrejas locais independentes e a formação de uma hierarquia centralizada (como a Igreja Católica Romana).
- A divergência doutrinária: Disputas sobre as "doutrinas características", especialmente o batismo de crentes versus o batismo infantil.
- O registro dos oponentes: Frequentemente, a história desses conflitos é encontrada nos escritos dos próprios inimigos, em documentos legais e papéis papais que documentam a perseguição.
- União entre Igreja e Estado: O ponto de virada foi o "casamento" entre a religião cristã e o Império Romano sob Constantino (313 d.C.). Isso transformou divergências religiosas em crimes contra o Estado.
- Mudanças no Governo da Igreja: A transição do governo democrático original para uma hierarquia onde bispos começaram a exercer autoridade sobre outras igrejas.
- Erros Doutrinários Fundamentais: A introdução da "Regeneração Batismal" (a ideia de que o batismo salva) levou à necessidade do batismo infantil para "salvar" crianças o mais rápido possível.
- Exclusividade e Intolerância: A declaração de que não havia salvação fora da Igreja Católica criou um dilema onde qualquer dissidente era rotulado como herético e perigoso.
- Execuções Cruéis:
- Afogamento: Aplicado especificamente aos Anabatistas (aqueles que rebatizavam adultos), sob a lógica de que, se queriam água, seriam afogados.
- Queima na fogueira: Destino de muitos mártires e reformadores como João Huss e Savanarola.
- Decapitação e Crucificação: Penalidades comuns desde os tempos apostólicos.
- Tortura e Mutilação:
- Marcação a ferro: Paulicianos foram marcados na testa com ferro quente.
- Açoites públicos: Vítimas eram chicoteadas pelas ruas com as vestes cortadas.
- Punições Civis e Sociais:
- Banimento e Exílio: Indivíduos eram expulsos para florestas ou terras selvagens entre indígenas, como ocorreu com Roger Williams na América.
- Confisco de Propriedade: Casas, jardins e até cemitérios de dissidentes eram leiloados para pagar impostos de igrejas oficiais.
- Encarceramento: Muitos pregadores, como João Bunyan, passaram anos na prisão por pregarem sem autorização oficial.
- Institucionalização da Perseguição: A criação da Inquisição e outros tribunais destinados especificamente a processar e extirpar a "heresia" através de métodos de crueldade inexcedível.
Como entender uma igreja cristã evangelica
pentecostal, que não aceita membros
de outras dnominações como irmãos e aconselha
não usar o pronome irmão, por ser de uma
denominação institucional
- Para igrejas que seguem essa linha de pensamento, as denominações "institucionais" são vistas como herdeiras desse modelo de autoridade humana que substituiu a democracia pura das igrejas primitivas.
- O autor afirma que as igrejas fiéis sempre foram corpos independentes, não sujeitos à jurisdição de qualquer outra organização ou denominação.
- Doutrinas Características: O texto estabelece que uma "verdadeira igreja" deve possuir marcas específicas (como o batismo de crentes por imersão e a Bíblia como única regra)Se uma denominação "institucional" falha em uma dessas marcas, ela é vista como "desviada" na vida e na doutrina.
- Precedente do Rebatismo: Historicamente, os grupos descritos como fiéis (como os Anabatistas) recusavam-se a aceitar o batismo feito por igrejas "anti-escriturísticas"Para eles, quem vinha de uma hierarquia institucional não era considerado devidamente batizado e, portanto, não era plenamente reconhecido como membro do corpo de Cristo até passar pelo rebatismo.
- Nomes Denominacionais: O autor destaca que Cristo não deu nomes como "Católico", "Luterano" ou "Presbiteriano" aos Seus seguidores, chamando-os apenas de "discípulos"Uma igreja que rejeita esses títulos pode ver o termo "irmão" como algo sagrado que não deve ser estendido àqueles que estão ligados a nomes e sistemas que consideram estranhos ao Novo Testamento.
- O Dilema da Salvação: O texto menciona que o catolicismo criou o dogma de que "fora da Igreja não há salvação", o que forçou uma escolha radical: ou se era parte do sistema ou se era considerado perdido.
- Igrejas modernas que adotam essa postura exclusivista podem estar replicando essa mentalidade de remanescente fiel, acreditando que qualquer compromisso com "instituições" compromete a sua própria pureza e lealdade a Cristo, o único Cabeça.
PERGUNTA: EXPLIQUE O TERMO E A
ORIGEM E O SIGFICADO ANABATISTA
- Rebatizadores: O nome significa literalmente "aquele que batiza de novo". Do ponto de vista das igrejas oficiais (que praticavam o batismo infantil), esses grupos estavam repetindo um sacramento; porém, para os próprios anabatistas, o batismo na infância não tinha valor bíblico, logo, o ato realizado na idade adulta era considerado o único e verdadeiro batismo.
- Peculiaridade Doutrinária: A principal característica que definia um anabatista era a rejeição da "Regeneração Batismal" em crianças e a insistência no batismo apenas para salvos e crentes.
- Apelido dos Inimigos: Assim como o termo "cristão", o nome "Anabatista" foi um apelido dado por oponentes e perseguidores como forma de escárnio.
- Século III: O nome surgiu na história durante o terceiro século, logo após a introdução do batismo infantil nas igrejas que começavam a se desviar do modelo do Novo Testamento. As fontes afirmam que este é o nome denominacional mais antigo da história.
- Aplicação a Diversos Grupos: Ao longo dos séculos, essa designação foi aplicada a vários grupos que mantinham princípios semelhantes, como os Donatistas, Paulicianos, Albigenses e antigos Waldenses.
- Transição para "Batista": Gradualmente, outros nomes foram caindo em desuso e, no início do século XVI (antes mesmo da Reforma Protestante), o prefixo "Ana" foi sendo abandonado, e o grupo passou a ser chamado simplesmente de Batista.
- Perseguição Severa: Por causa dessa prática, os anabatistas sofreram perseguições brutais. Em Zurique, por exemplo, foi promulgada uma lei determinando que quem rebatizasse alguém deveria ser afogado uma punição irônica aplicada por aqueles que os condenavam pelo uso da água no batismo.
- O Rasto de Sangue: As fontes estimam que, durante a Idade Média, cerca de 50 milhões de cristãos (muitos deles identificados como anabatistas) foram martirizados por não renunciarem a esses princípios.
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