O que significa 'limitar o poder de Deus' na oração?
Segundo o autor Dr. Valdeci Fidelis, limitar o poder de Deus na oração ocorre quando o fiel permite que a dúvida e a incredulidade restrinjam sua fé ao que parece humanamente possível, em vez de confiar na soberania ilimitada do Criador.
Este conceito é detalhado através de um testemunho pessoal do autor e de passagens bíblicas:
Diferença entre Crer e Confiar: O autor cita o exemplo de um leproso que, embora reconhecesse que Jesus tinha o poder para curá-lo, perguntou "se quiseres", demonstrando uma forma de dúvida sobre a vontade divina em agir naquela situação específica.
- O Testemunho do Hospital: O autor relata que, no início de seu ministério, orou com muita fé por uma pessoa com dor de cabeça e febre. Contudo, ao ser levado para orar por alguém em estado terminal, visivelmente muito doente, ele hesitou. O Espírito Santo o repreendeu, dizendo: "você está me limitando, acha que eu não possa curar este homem?".
- Foco no "Impossível": Limitar a Deus significa olhar para causas consideradas "impossíveis" pelos homens ou pela medicina e duvidar que o Senhor possa transformar o extraordinário. O autor afirma que, se as pessoas soubessem a grandeza do poder de Deus, não estariam na dúvida, prolongando seus sofrimentos.
- Obstáculos de Postura: Além da dúvida, a irreverência e a falta de respeito durante a oração (como trajes inadequados ou falta de concentração) são apontadas como fatores que impedem a oração de chegar aos ouvidos de Deus, estabelecendo um limite na comunicação espiritual.
Em suma, limitar o poder de Deus é subestimar a capacidade divina diante de grandes problemas, tratando o Senhor como se Ele só pudesse agir em pequenas necessidades cotidianas. Para vencer esse limite, o fiel deve se armar com a "armadura de Cristo" e manter uma confiança plena, independentemente da gravidade da situação.
O que o autor ensina sobre perseverar
como Daniel?
Baseado nos ensinamentos do Dr. Valdeci Fidelis, perseverar como Daniel significa entender que a resposta de Deus nem sempre é imediata e que o cristão deve manter-se firme em sua disciplina espiritual mesmo quando parece que nada está acontecendo.
O autor destaca os seguintes pontos sobre o exemplo de Daniel:
- Compreensão do Tempo de Deus: Daniel esteve triste e clamou por uma resposta durante três semanas completas (21 dias). O autor ensina que muitas vezes queremos respostas rápidas e esquecemos que existem processos no mundo espiritual que demandam tempo, exigindo que saibamos esperar sem pressa.
- Ação Além da Oração: Para alcançar seu milagre, Daniel não apenas orou, mas adotou uma postura de sacrifício e jejum. Ele se absteve de "manjar desejável", carne, vinho e unguentos até que o período de provação se cumprisse. Isso demonstra que, na busca por um milagre, é preciso entender o mundo espiritual e fazer uso do jejum como escudo.
- Resistência contra o Desânimo: Daniel clamava ao Senhor três vezes ao dia. O autor adverte que o inimigo (Satanás) age para retardar as respostas com o objetivo de fazer o fiel desistir. Perseverar como Daniel é continuar firme na fé, na "batalha pelo milagre", sem desanimar e nunca parar, permitindo que Deus envie o auxílio necessário, como o Arcanjo Miguel enviado a Daniel.
- Foco na Recompensa Eterna: A perseverança é alimentada pela certeza de que o tempo de provação é de pouca duração comparado à recompensa eterna. Daniel não se deixou abater pelo silêncio inicial, mantendo a confiança de que Deus conhece o ontem, o hoje e o amanhã.
Em resumo, o autor utiliza Daniel para ensinar que a vitória no "bom combate" espiritual depende de não desistir no meio do caminho, utilizando a oração e o jejum para blindar-se contra o retardamento das bênçãos causado por forças contrárias.
Fonte: Valdeci Fidelis. livro E_book Tudo nas Mão de Deus
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