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sábado, 23 de maio de 2026

2. - TEOLOGIA DA LIBERDADE CRISTÃ

 TESE VALDECI FIDELIS - DOUTORADO:

 Dissertacao_de_doutorado_A_liberdade_como.pdf

Guia de fontes

Este documento apresenta a estrutura e o conteúdo fundamental de uma tese de doutorado focada na teologia da liberdade cristã sob a perspectiva de Karl Rahner. O trabalho busca redefinir a liberdade não apenas como uma escolha superficial, mas como a faculdade de decidir sobre si mesmo e construir a própria identidade diante do mistério de Deus. Através de uma abordagem antropológica e transcendental, o texto explora como a autonomia humana e a dependência radical do Criador coexistem de forma proporcional. A estrutura se organiza em torno da Santíssima Trindade, examinando a liberdade em relação ao Pai (Criação), ao Filho (Redenção) e ao Espírito Santo (Autocomunicação). O objetivo central é oferecer uma justificativa intelectual para a fé, apresentando o homem como um ouvinte da palavra que encontra sua plenitude no evento salvífico da comunicação divina,

que no Antigo Testamento Rahner a apresenta como “Yahweh é o único Deus”. Vimos que, ao homem do Novo Testamento, é naquele que Se manifestou ativamente em Cristo e na realidade pneumática da salvação que reside a distinção do monoteísmo do Novo 37 Testamento, ou seja: a fórmula para o monoteísmo cristão se resume em que “o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é o único Deus”79.Mas não é só. Durante o estudo e a realização deste trabalho, desenvolveu-se uma pesquisa na obra de um dos padres capadócios, São Basílio Magno80, por sua inspiração na teologia trinitária rahneriana, como se aponta aqui e ali neste texto. Registre-se que o elo entre o pensamento de Basílio e sua influência em Rahner despontou do estudo de dois textos exemplares: de Basílio, o Tratado sobre o Espírito Santo e, de Rahner, o texto ora sob análise, encontrando-se a ponte da fórmula entre o Antigo e o Novo Testamento onde Basílio trata dos typos.Em seu Tratado, Basílio, ao responder à quarta objeção contra o Espírito Santo, explica a significância de typos para se defender da alegação de que em Moisés alguns foram batizados e nele creram (Ex 14, 31).
Que responderemos? Que se tem fé no Espírito, da mesma forma que no Pai e no Filho. Igualmente sucede do batismo. Quanto a Moisés, batiza-se nele e na nuvem, enquanto são sombra e tipo. No entanto, se as realidades divinas são prefiguradas por pequenos sinais humanos, nem por isso é insignificante a natureza divina, que os tipos frequentemente de antemão desenharam com luzes e sombras. De fato, o tipo revela através de uma imitação o que se espera; deixando entrever o futuro, com propriedade o indica81.
Desse modo, em Basílio lemos que a Escritura alia Moisés a Deus, e não aoEspírito; por que Moisés era “tipo” de Jesus Cristo e não do Espírito. O que Moisés, prenunciava, no ministério da Lei, era a mediação entre Deus e os homens (1 Tm 2,5). “A fé depositada nele refere-se, portanto, ao Senhor, ao mediador entre Deus e os homens, que disse: “Se crêsseis em Moisés, haveríeis de crer em mim” (Jo 5, 46). Seria, pois,coisa pequena a fé no Senhor, pelo fato de haver sido prefigurada por Moisés?
(publisher) continua...

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